Concurso de Produção Textual em Homenagem ao Líder da Paz Jimmy Carter

por Rotary Club do Recife-Largo da Paz

O Rotary Club Recife Largo da Paz promoveu concurso de produção textual em homenagem ao Líder da Paz Jimmy Carter, como forma de honrar a memória de grande líder, Prêmio Nobel da Paz recém falecido. Os ganhadores foram: Beatriz Moreno Simões Zaconeta, em primeiro lugar; e, João Batista de Melo, e, Maria Clara Madeira Ferraz, em segundo lugar (empatados). O concurso foi bastante disputado, tendo o nosso clube recebido textos de Companheiros de vários locais do País. Os ganhadores receberão certificados e livros sobre Comunicação Não violenta.

Gostaríamos que, como nós, compartilhassem e apreciassem de excelente leitura do texto da ganhadora, que segue abaixo:

Beatriz Moreno Simões Zaconeta
(61) 99650-3295
Rotary Club Brasília


Jimmy Carter: Prêmio Nobel da Paz. Sua contribuição para o mundo. Em 1924, nasce um líder. Criado em uma fazenda produtora de amendoim na Geórgia, Jimmy Carter desenvolveu sua mente brilhante de forma modesta. Quando lança sua campanha para presidência, em 1974, a nação americana ainda está se recuperando do escândalo de Watergate e tem sua atenção captada por este candidato que ergue um punhado de amendoins em sua campanha, enfatizando suas raízes de outsider da política com orgulho. Jimmy Carter entra para a história já em seu primeiro dia completo no cargo de presidente, quando toma a imensa decisão de perdoar os americanos desertores do serviço militar na Guerra do Vietnã. De fato, este primeiro feito apresentou ao mundo a determinação ética e incisiva que marcaria o resto do governo de Carter.
O presidente tornou-se um agente global pela paz, destacando-se na diplomacia internacional. Facilitou, por exemplo, o tratado de paz entre Egito e Israel e conduziu uma missão para a negociação do desmantelamento do arsenal nuclear norte-coreano. Em questões nacionais, não foi menos exemplar. Diante da decisão da suprema corte de dessegregar as escolas, desvencilhou-se das expectativas que o povo tinha para um filho de fazendeiro segregacionista. Carter se mostrou mediador de conflitos raciais dentro de seu próprio partido e, aos poucos, se impôs cada vez mais a favor de movimentos igualitários.
Garantiu que mulheres e afro-americanos fossem nomeados para importantes cargos. Colocou fotos de Martin Luther King nas paredes do Capitólio, enquanto a Ku Klux Klan se manifestava do lado de fora. Ainda, foi pioneiro em reconhecer as mudanças climáticas, instalando painéis solares no telhado da Casa Branca e aprovando leis de proteção de terras.
A contribuição de Carter para o mundo já era notável, mas seu Prêmio Nobel da Paz veio por seu trabalho pós-presidencial, tornando-o o único presidente americano a recebê-lo nesse contexto. Sendo também o único presidente moderno a retornar em tempo integral à casa em que morava antes da política, Carter logo dá prosseguimento à sua luta pelos direitos humanos, dessa vez como civil. Assim, funda o Carter Presidential Center, que se torna uma influente câmara de debate de políticas públicas nacionais e internacionais e, após a premiação, também funda, com Nelson Mandela, o grupo The Elders, no qual líderes globais trabalham pela paz e pelos direitos humanos.
Jimmy Carter será lembrado na geopolítica como exemplo de liderança sábia, combinando proatividade, determinação e cautela diante de um mundo polarizado.

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