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Na manhã desta quinta-feira 23, os Clubes de Rotary de Campina Grande fizeram a entrega de 2000 frascos de álcool em gel para os hospitais Pedro I, Maternidade Elpidio de Almeida (ISEA) e Hospital da FAP.
A prestigiada solenidade de entrega contou com a presença do Governador de Rotary Emídio Cunha, do prefeito da cidade Romero Rodrigues, Secretário de Saúde do Município Dr Felipe Reul, Presidentes dos Clubes de Rotary da cidade, diretores dos hospitais beneficiados, autoridades do Município, rotarianos e empresários.
Esta foi uma ação do Projeto Rotary com Fome de Música, projeto Nacional das zonas 23 e 24 de Rotary, que através das lives musicais dos artistas Wesley Safadão, Luan Santana e Tirulipa, numa substancial doação da empresa goiana NUTRIEX, lider na industrialização e distribuição de cosméticos em 16 países, enviaram para nossa cidade 2000 frascos de álcool em gel para junto aos profissionais desses hospitais, combater a COVID-19.
A Presidente do Rotary Club Campina Grande, Dra Graça Vieira, entregou ao Dr. Tito Lívio, diretor do Hospital Pedro I, as unidades destinadas a esta unidade hospitalar, que é referência na cidade no Combate à Covid19.
Para contemplar a Maternidade Elpidio de Almeida (ISEA) o presidente do RC Campina Grande Sul, Dr. Arthur de Moura, fez a entrega do álcool em gel para o diretor Dr. Mario de Oliveira.
O hospital da FAP, representado pelo seu presidente, Dr. Derlópidas Neves, recebeu do presidente do RC Campina Grande Oeste, Dr. Rusemberg Tavares, as unidades destinadas a este hospital, que é referência no atendimento oncológico no Estado da Paraíba.
O Governador de Rotary Emídio ressaltou as ações que o Rotary tem desenvolvido na cidade há nos de 85 anos, destacando projetos como a criação da Apae, o apoio aos pacientes oncológicos, dentre muitos outros.
Em agradecimento final, o Prefeito da Cidade, Romero Rodrigues, que também é rotariano, parabenizou o Governador Emídio e também a todos os clubes de Rotary, pelo significativa ajuda neste momento tão difícil por que todos nós passamos.
Agradeceu a empresa doadora NUTRIEX pela ajuda e também a todos que fazem o Distrito 4530, que sem eles não teríamos recebido essa grande ajuda.
O Rotary no Brasil, através dos Distritos, apoia o Projeto Fome de Música.
Por meio de mais de 70 lives musicais, com os maiores artistas do Brasil, o projeto já arrecadou mais de 1400 toneladas de alimentos para quem mais precisa. Esse volume é equivalente a mais de 7 milhões de refeições complementares que chegam na mesa dos mais necessitados.
É o Som da Solidariedade ajudando a todos nesse momento de grande fragilidade social.
O nosso distrito de Rotary 4500 (Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte) em parceria com o Distrito 4530, viabilizou doações de cestas básicas, álcool em gel, ovos, sacos de lixo e outros produtos a serem distribuídos no Distrito 4500.
Os artistas Wesley Safadão, Luan Santana e Tirulipa contemplaram os Estados Nordestinos com as doações arrecadadas. A cidade de Bananeiras receberá cestas de alimentos provenientes de doação do Maravilhas da Terra.
Outros grandes doadores como a Embalixo doando 50.000 sacos de lixo para Campina Grande e para o Recife, a Nutriex doando 2000 frascos de álcool em gel destinados aos hospitais da FAP, PEDRO I e a Maternidade Elpidio de Almeida (ISEA), todos em Campina Grande PB, a Avipe doando 50.000 ovos para Estado de Pernambuco se destacaram na ação.
Todas as doações serão entregues pelos clubes de Rotary da região nos próximos dias, com a supervisão do Governador Emídio Vasconcelos Leitão da Cunha.
Dando continuidade as ações da Campanha “Covid-19: vamos lutar todos Juntos”, o Rotary Club Caicó (Distrito 4500) visitou o Lixão de Caicó na tarde desta sexta-feira (17) e na ocasião fez a doação de 200 máscaras e aproximadamente 60 tubos de álcool em gel para os mais de 70 catadores que sobrevivem da coleta de materiais recicláveis no local.
A Campanha desenvolvida pelo Rotary Club em parceria com a Cáritas da Diocese de Caicó e o Governo do RN, já beneficiou o Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) e vai continuar nas próximas semanas proporcionando a doação de máscaras de proteção contra a Covid-19.
Enquanto o movimento pela valorização das vidas negras ganhava as ruas no Brasil e no mundo nos últimos meses, um grupo de associados do Rotaract, clube de Rotary voltado ao público jovem, se formava para mostrar a representatividade da população negra dentro do mundo rotário.
Filipe Bento, Natália Lopes e Daniel Cerverizzo são de clubes e cidades diferentes, mas se uniram por meio do Twitter para criar um espaço em que os jovens negros do Rotaract pudessem ter apoio mútuo e visibilidade.
“Existem diversos grupos (dentro do Rotaract): para vôlei, para direito, xadrez, lgbtqi+. Ou seja, existem diversos grupos, mas por que não um grupo para pessoas negras?”, questionava Natália. Com o mesmo sentimento e necessidades semelhantes, ela, Filipe e Daniel criaram em maio deste ano o Wakanda Rotária.
Para quem não sabe, Wakanda refere-se a um país fictício do universo de heróis da Marvel, localizado na África subsaariana. Nação do herói Pantera Negra, Wakanda é o país mais avançado do mundo, social e tecnologicamente.
Assim, a referência ao país fictício é carregada de simbolismo para os criadores do grupo do Rotaract. “Tem um termo que a gente usa que chama ‘afrofuturismo’, que é a ideia de se pensar o futuro com um recorte racial. E sempre que a gente fala sobre futuro, a gente tem que pensar em um futuro onde as questões raciais são deixadas de lado, não por negligência, mas porque elas não são mais necessárias. E o filme trouxe essa perspectiva para a gente do ponto de vista estético, onde a gente pode assistir uma obra e ver um futuro onde as questões raciais são ultrapassadas, são superadas”, explica Filipe.
Se você não é negro e acha que essa questão de representatividade não é relevante, é melhor olhar os números e pensar de novo. O Brasil é majoritariamente uma nação formada por negros e pardos (56,10% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), mas eles são minorias em grupos considerados de elite como o Rotary e o Rotaract.
No Rotaract, por exemplo, de um total de 8.366 associados brasileiros, apenas 657 se declaram como negros, ou seja, menos de 8% de seus membros. E esse fato faz uma grande diferença para as pessoas negras que já integram os clubes.
“No ano passado, no último encontro paulista de Rotaracts, eu lembro que em alguma parte do evento, estavam eu e a Natália e eu falei para ela olhar ao redor e ver quantas pessoas afrodescendentes havia ali. E dava para contar nos dedos”, relembra Daniel. “Em um evento que abrange São Paulo e Rio de Janeiro, dar para você contar nos dedos de uma mão o número de afrodescendentes mostra que tem alguma coisa errada. A partir daquele momento, eu vi que a gente tinha que mudar esse cenário”, explica.
Em época de pandemia, e com seus mais de 120 participantes espalhados em diferentes estados brasileiros, o Wakanda Rotária tem realizado seus eventos pela internet. Já foram dois debates, um com o tema “Movimento negro no Brasil: A História” e o outro com o tema “A cronologia das leis brasileiras e seu papel no curso da população negra no Brasil”.
Os temas dos debates foram escolhidos por pesquisa de interesse feita entre os próprios membros do grupo. As “lives” têm atraído uma audiência formada por negros e brancos interessados em conhecer uma parte da história do Brasil que fica um tanto escondida no ensino tradicional de nossas escolas.
“Tem muita coisa que não se aprende na escola ou que a família não ensina. São coisas que a gente tem que ir e correr atrás daquele ensinamento. Então, a gente sentiu que tinha essa necessidade”, destaca Natália.
Além de passar um outro lado da história brasileira, os debates promovidos pelo grupo também visam a ajudar a população negra a entender e a ter maior apoio em situações que, infelizmente, são recorrentes em seu cotidiano.
“Como eu vou saber se é racismo, se eu não tenho conhecimento sobre racismo? Como vou saber se é injúria, se eu não tenho conhecimento sobre injúria?, pergunta Natália. “Então, estamos trazendo esse conhecimento desde o início por meio das ‘lives’”.
O grupo tem servido como importante base de apoio para seus membros, que agora buscam ajuda uns nos outros quando se veem em alguma situação incômoda gerada pela discriminação. “Depois da criação do grupo, eu me sinto mais seguro em abrir questões com os participantes. Perguntar se as pessoas já passaram por uma situação (semelhante)”, diz Daniel. Para ele, o Wakanda Rotária também deu maior visibilidade aos negros dentro do Rotaract. “Em relação aos outros rotaractianos, eles estão nos enxergando mais. Não somos mais pontinhos pretos soltos, agora, é um amontoado, a gente se uniu”, afirma.
Sobre o movimento popular para a valorização das vidas negras, que deu o impulso para a criação grupo, os três acreditam que foi um importante momento de visibilidade midiática para a causa, mas que há questões muito mais profundas a serem atacadas.
“Acho que essas ondas têm importância significativa, sim. Elas fazem a gente refletir. Principalmente quem não conseguia enxergar esses problemas na sociedade. Mas, de onde surge tudo isso, a gente não está nem perto de chegar nessas discussões ainda”, avalia Filipe.
“Aqui no Brasil, a gente ainda não superou a escravidão. Aqui, a maior parte da nossa população mais pobre é também negra, e não é por acaso. Então, o Brasil tem o desafio gigantesco de se enxergar como nação que foi construída em cima de povos que foram escravizados. Assim como a Alemanha tem vergonha hoje do que foi o nazismo, a gente tem que ter essa vergonha do que foi o movimento escravagista aqui no Brasil, que é uma coisa que a gente está longe ainda de conseguir”, aponta.
“Então, acho que essas pautas são importantes, elas trazem uma discussão pontual que é muito relevante, a gente reconhece o valor da discussão, mas, para a gente, está longe ainda, a gente não cria nem uma esperança de que vai mudar muita coisa, porque a realidade é um pouco mais cruel”, diz.
Daniel concorda com a colocação do colega. “O Filipe usou um exemplo que é muito bom, a Alemanha. Lá, existem museus, existem monumentos históricos que estão lá para eles sempre lembrarem do que aconteceu. E o Brasil é totalmente o oposto disso, o Brasil tenta esconder, a gente não fala, parece que é um tabu. Existe um silêncio quando a gente fala nisso (a escravidão e suas consequências)”.
Dentro do Rotaract, eles acreditam que é possível fazer um trabalho para atrair novos associados negros e fazer com que os mesmos se sintam acolhidos dentro dos clubes.
“Acho que o primeiro passo é quebrar aquela imagem de que a família rotária é só para ricos, porque não é. Temos que fazer eventos mais acessíveis, mostrar que a família rotária abraça todo mundo. Nosso trabalho está aí para quebrar essa imagem”, opina Daniel.
“Eu acho que nós fazemos a nossa própria representatividade, permanecendo firmes e fortes nos nossos clubes para que as pessoas de fora vejam que existem pessoas negras dentro da família rotária, existem pessoas que têm voz. Eu acredito que esse é um dos primeiros passos, a nossa visibilidade, a nossa própria permanência para que as pessoas de fora vejam que não é só branco, só rico e assim por diante”, conclui Natália.
Daniel Cerverizzo é associado do Rotaract Club de São José do Rio Preto – Inspiração
Filipe Bento é associado do Rotaract Club de Ouro Preto
Natália Lopes é associada do Rotaract Club de Adamantina
Quem quiser entrar em contato com o grupo pode seguir sua conta no Instagram @wakandarotaria. Usando a hashtag #wakandarotaria no Twitter, você encontra as postagens já feitas sobre os debates do grupo.
O Rotary CLub de João Pessoa - Sul acaba de se tornar um CLUBE CIDADÃO da ABTRF. Parabéns a todos que fazem esse forte e valoroso clube. Os projetos humanitários da NOSSA FUNDAÇÃO ROTÁRIA serão beneficiados por esse brilhante gesto.
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